quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Nos limites da dignidade...

Ela amou...
Como homem e mulher que é.
Mas Maria José é diferente...
Amou diferente...
Planejou aquilo que não se planeja...
Projetou no futuro...
Aquilo que muda...se transforma.
Incontrolável...por ser...
Junção do que se vê
E do invisível...sentido
No começo...
Era carne...olhos...boca e beijos.
Forte... como uma boca que grita...
Como uma boca vermelha...
Acontecia... no lugar que se escondia...
Tinha vergonha de mostrar...
O amor
No começo...
Era atrás da casa...
Pra lá da cerca... moral
No relento da vida...
Atrás dos olhares, que se acham capazes de julgar sentimentos...
No começo...
Não se entende...
Nem tem nome...
É a força daquilo que move a boca...
O corpo...
O sangue...
Ela sentiu...
E achou que podia controlar essa força...
Achou que podia calar a boca...
Esconder os beijos...
Então Maria planejou... Estudou... Livros e homens...
Abraços e beijos Se formou...Professora! Das letras e da vida
Ele, josé... Tabalhou...trabalhou...outras mulheres...outros lugares...
Outras bebidas
Um dia lembraram das palavras ditas nos beijos atrás da cerca moral...
E começaram a botar em prática os planos da Maria...social
Planos daquilo que não se planeja...
Já tinha transformado...
Maria sofreu...
Caiu...
Violência...
Resistiu...
Optou pela dignidade...
No momento era isso...
Ou a tortura...
De não aceitar... O desmoronamento previsto...
Daquilo que não se determina...nem planeja...
Apenas se vive...
Enquanto é digno...
Enquanto a boca ainda beija palavras vermelhas...
De amor...


Um dia me libertarei e meu sumiço...será presença... Dentro das pessoas... (Vermelha)

Fernanda Matos



2 comentários:

Unknown disse...

As coisas que escreve e cria sao sempre lindas. A imagem sua no msn, com roas de tecidos, lindas...vc e maravilhosa amiga.
Te amo

Fernanda Matos disse...

Ai...Ane
Eu é que te amo.
Você e nossa vida na Floresta...