A gente começa a escrever alguma coisa...
E lê...
Relê...
Por alguns momentos achamos que aquilo é o certo
Que o texto está bom
Que corresponde a verdade
Aí vem o tempo...
O vento
E embaralha tudo
Mistura
O que antes fazia sentido
A palavra que explicava
Perde o significado
Se não é importante
Rasgamos
Guardamos
Escondemos
Vai pro lixo
De verdade
Ou o lixo do esquecimento
Mas se o que escrevemos
É marcante
Faz parte
O que fazemos?
Tem gente que não tem coragem
Tem gente que continua escrevendo o mesmo texto
Escreve em cima
Muda uma palavra
E esta muda um comportamento
E se tem sentimento
Reafirmamos a continuidade
Do texto da frase
Para que haja também comprometimento
Tem gente que vive assim
Escrevendo...vivendo
Escrevendo em cima da vida
A vida escrevendo em cima da gente...
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Assobio...
É madrugada...
E só sinto o silêncio em mim
Tentar contar uma história diferente
Talvez seja o mais difícil desafio que podemos ter...
As histórias são todas iguais...
Falamos demasiadamente demais
Gritamos o nosso amor
A nossa dor
A nossa luta
O nosso cansaço
E depois sentimos
O silêncio...
Da derrota
O final esperado
A espera daquilo que não chegará
A frase não ouvida
O perdão não concedido
O volta não completada
O regresso ao ponto inicial indesejado
Caminhamos para não chegar
Gritamos para não escutar
E assim só escutamos o silêncio que é sabido
Sentido
É madrugada e o que sinto é silêncio
Nenhum eco daquilo que foi vivido
Se pelo menos eu ouvisse um assobio
Identificaria
Ou se tivesse um passarinho
Talvez até sorriria
Mas
Em mim
Só o silêncio do final da história que eu temia
Porque todas as histórias acabam iguais...
Em silêncio.
E só sinto o silêncio em mim
Tentar contar uma história diferente
Talvez seja o mais difícil desafio que podemos ter...
As histórias são todas iguais...
Falamos demasiadamente demais
Gritamos o nosso amor
A nossa dor
A nossa luta
O nosso cansaço
E depois sentimos
O silêncio...
Da derrota
O final esperado
A espera daquilo que não chegará
A frase não ouvida
O perdão não concedido
O volta não completada
O regresso ao ponto inicial indesejado
Caminhamos para não chegar
Gritamos para não escutar
E assim só escutamos o silêncio que é sabido
Sentido
É madrugada e o que sinto é silêncio
Nenhum eco daquilo que foi vivido
Se pelo menos eu ouvisse um assobio
Identificaria
Ou se tivesse um passarinho
Talvez até sorriria
Mas
Em mim
Só o silêncio do final da história que eu temia
Porque todas as histórias acabam iguais...
Em silêncio.
domingo, 11 de janeiro de 2009
Ridícula...
Se eu não chorasse...
Não saberia o que é a dor
Teria a certeza que foi tudo mentira
Se eu não me indignasse
Não acordaria todos os dias
Se eu não sentisse
Não sofreria
Nem me arrepiaria
Com a saudade
Se eu não fosse ridícula
Não tentaria
Se eu não aprendesse
Não mudaria
Se não tentasse
Não sorriria
E se eu não parasse...
Eu cairia
Parei
Chorando
Indignada
Sentindo
O arrepio
Da saudade
O sofrimento de ter tentado
Sem conseguir.
Ridícula...
Por Fernanda Matos
Não saberia o que é a dor
Teria a certeza que foi tudo mentira
Se eu não me indignasse
Não acordaria todos os dias
Se eu não sentisse
Não sofreria
Nem me arrepiaria
Com a saudade
Se eu não fosse ridícula
Não tentaria
Se eu não aprendesse
Não mudaria
Se não tentasse
Não sorriria
E se eu não parasse...
Eu cairia
Parei
Chorando
Indignada
Sentindo
O arrepio
Da saudade
O sofrimento de ter tentado
Sem conseguir.
Ridícula...
Por Fernanda Matos
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