Se quebrou...
Ou melhor foi quebrada...
Jogada contra uma estrutura mais forte que ela...
Bem maior
Bem mais fixa
O barulho foi tão grande
Assustador
Se atemorizou
Congelou
Os pedaços
Pequenos
Pequenos demais...
Impossível
A reconstrução.
A vontade que dá
É sempre a mesma
Concertar aquilo
Que se quebrou...
Mas...
A garrafa
O barulho
O amor
As palavras
Quando são estraçalhadas...Não tem mais concerto
A realidade
É aceitar a morte
A maldita morte!
Daquilo que a gente mata...
E a morte é sempre assim
Forte!!!!
De repente ela vêm...
Fuma o último cigarro
Bebe a última cerveja
Dá o último abraço
O último beijo
E não nos conta nada
Estraçalha...
Se a gente pelo menos soubesse
Que seria a última vez...
Poderia demorar mais no abraço
Eternizar o beijo...
Mas a morte
Não avisa
É como uma garrafa
Jogada contra uma estrutura
Fixa!
Malditamente
Estraçalha...
E não dá pra concertar...
Nem a gente
Nem a morte
Nem o amor
Nem a garrafa
Nem a vida
Estraçalhada.
Vermelha.
Um comentário:
Nanda, tô acompanhando tudo aqui! Entro sempre que dá, e continuo me emocionando, me surpreendendo...
Às vezes eu sinto tanto isso aqui, que a impressão que dá, é que você disponibiliza sua emoção junto com os textos, tá lindo!!!
E eu não poderia passar por aqui sem comentar do "Matemática...", já li e reli, simplesmente genial.
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