Um dia ela desejou...
Um amor tão forte...
Tão verdadeiro...
A ponto de entendê-la...
Mal sabia ela...
Do impossível...
Que nada se entende no amor
E ela ... gostava mesmo é de entender...
A coerência...na incoerência da vida dela...
E das pessoas...no amor
E ele veio incoerente...
Amor Grande...
Precipitado... apressado...
E a culpa era dela...
Culpa...
De querer viver...
O impossível...
De não falar, só pensar...de querer entender
E sem querer ela continuou desejando...
Sem querer ela continou sentindo...
E amor vindo...
Começou a dar voltas...
No pensamento...
Na vida...
Nas ações...
Nas entranhas...
Uma luta...
Travada com a vida...
Na qual ela sempre perdia...
Continua perdendo...
Ela não quer mais lutar...
Ela quer o impossível...
Ela quer parar...
Deixar as coisas como está...
Ela quer o impossível...
Porque pra amar...
É preciso se deixar...
E ela não consegue...
O impossível...
Nem deixar...
Nem parar...
Nem voltar...
Ela só consegue sentir...
O impossível...
Só consegue ainda amar...
Sem fazer...
Nada...
Consegue ainda desejar...
Ser duas...
Uma, amor...
A outra, realidade...
Loucura.
Fernanda Matos.
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