Meu Deus o que é isso?
Essa dor
Esperançosa
Vergonhosa
Corajosa
O que é isso?
Amor...
Desespero
Loucura?
O que é isso?
É o fim
Começo
Recomeço
O que isso?
Aprendizado
Ditado
Destino
O que é isso?
Deus
O diabo
Eu?
PORTA BANDEIRA ...
Escrever pra mim...desperta as sensações comuns a todos que vivem.
sábado, 28 de abril de 2012
Pessoas sofridas são perigosas sabem que podem sobreviver...
Ela nunca imaginou
Nunca poderia imaginar
A dor
Causada pelo fato de se abondanar
Todos falam sobre isso
Ninguem consegue explicar...
A história é banal
Como as outras
As consequencias são diferentes
O que será dela
Quando isso voltar
Sobreviverá?
Depois...
Faz um tempo já que as palavras em mim andam silenciosas, sem rumo, escondidas.
Não posso falar
Não devo
Falar pra mim
O que ?
Falar de mim
Pra que?
Me perdi demais...
Acreditei naquilo que não se acredita
Vivi aquilo que não se vive
As palavras em mim pararam...
Não sei o que falar
Não tenho o que falar
Diante do terror de acreditar no homem
Acreditar naquilo que não se acredita
Viver uma história que não teve vida
Viver aquilo que não se vive
Falar pra que?
As palavras em mim morreram
Tento entender
Esquecer
Viver
Mas morri...
Quem mentiu sobre aquilo que não se mente?
Quem falou aquilo que não se fala?
Quem viveu aquilo que não se vive?
Quem falou a verdade?
Do amor...não acreditou
E matou
Aquilo que não se mata
Morreu
Aquilo que não morre
Sobreviveu
O que ?
Em mim?
Quando?
Depois...
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Greve!!!!!!
Estava indo em busca de uma energia...
Essa tal energia da mudança
Aquela coisa que a gente sente quando tem muita gente com o mesmo pensamento
Tipo revolução
Mãos dadas
Caminhada
Sensação
De fazer parte de um grupo
Nesse caso um belo grupo
Grupo daqueles que estudam
Aprendizes
Movimento intelectual
Grupo sem valor social
Mas... faz parte do direito constitucional
Exploração
Que na luta pede ajuda pra população...
Busquei pelo som da multidão
Andei...
Parei
Me alimentei
Esperei
Não desaminei...
O pensamento sentia
Eles estão chegando...
Estranhei
Onde eles estão?
Nenhum som de lamento
Nenhum compasso de passos
Só uma ventania
Esquisita
Andei
Entre pessoas sozinhas
No meio das ruas me misturei
Até que...
Achei em um rosto... uma multidão
Uma menina que carregava a revolução
Não de uma profissão
Mas de uma condição
A de amar
E não entender a covardia da negação
Veio a sensação esperada
Pensei
Encontrei o que procurava
Gritei pra sociedade a necessidade
Mas saiu o nome dela... assim meio baixo
Um tom de indecisão
Olhei pros lados
Me perguntei cadê as pessoas a caminhada?
A menina sozinha respondeu
Olhou pra mim e disse assim:
Nossa como é vida né...
O que você está fazendo aqui?
Eu respondi:
Estou em busca da energia
Aquela da sociedade com coragem
Mas não encontro
A menina disse então:
Mas você me encontrou...
Ela continuou falando:
Não estou bem, mas estou lutando-Estou cansada...- Mas acredito em mim - Quero ser feliz - O mundo é grande - Não fui achada no lixo - O amor não é fraco - Eu adoro meu trabalho - Já venci tanta coisa-Já assumi a responsabilidade por nós dois- Quero a verdade- Até que ponto só eu tenho que mudar- Relação precisa de mais de uma pessoa- Eu amo ele - Nossa história é linda- Tenho que ser forte- Vou lutar- Vamos a igreja?
A ventania soprou...
Olhei pro lado
Olhei pra ela
E me deixei levar
Afinal achei o grupo
A energia da luta
Então andamos com o mesmo pensamento
Lutando por reconhecimento
Sentindo amor no coração
Medo da negação
E corajem...
Avançamos!!!!!
Em direção a igreja...
Essa tal energia da mudança
Aquela coisa que a gente sente quando tem muita gente com o mesmo pensamento
Tipo revolução
Mãos dadas
Caminhada
Sensação
De fazer parte de um grupo
Nesse caso um belo grupo
Grupo daqueles que estudam
Aprendizes
Movimento intelectual
Grupo sem valor social
Mas... faz parte do direito constitucional
Exploração
Que na luta pede ajuda pra população...
Busquei pelo som da multidão
Andei...
Parei
Me alimentei
Esperei
Não desaminei...
O pensamento sentia
Eles estão chegando...
Estranhei
Onde eles estão?
Nenhum som de lamento
Nenhum compasso de passos
Só uma ventania
Esquisita
Andei
Entre pessoas sozinhas
No meio das ruas me misturei
Até que...
Achei em um rosto... uma multidão
Uma menina que carregava a revolução
Não de uma profissão
Mas de uma condição
A de amar
E não entender a covardia da negação
Veio a sensação esperada
Pensei
Encontrei o que procurava
Gritei pra sociedade a necessidade
Mas saiu o nome dela... assim meio baixo
Um tom de indecisão
Olhei pros lados
Me perguntei cadê as pessoas a caminhada?
A menina sozinha respondeu
Olhou pra mim e disse assim:
Nossa como é vida né...
O que você está fazendo aqui?
Eu respondi:
Estou em busca da energia
Aquela da sociedade com coragem
Mas não encontro
A menina disse então:
Mas você me encontrou...
Ela continuou falando:
Não estou bem, mas estou lutando-Estou cansada...- Mas acredito em mim - Quero ser feliz - O mundo é grande - Não fui achada no lixo - O amor não é fraco - Eu adoro meu trabalho - Já venci tanta coisa-Já assumi a responsabilidade por nós dois- Quero a verdade- Até que ponto só eu tenho que mudar- Relação precisa de mais de uma pessoa- Eu amo ele - Nossa história é linda- Tenho que ser forte- Vou lutar- Vamos a igreja?
A ventania soprou...
Olhei pro lado
Olhei pra ela
E me deixei levar
Afinal achei o grupo
A energia da luta
Então andamos com o mesmo pensamento
Lutando por reconhecimento
Sentindo amor no coração
Medo da negação
E corajem...
Avançamos!!!!!
Em direção a igreja...
Saudade...
Não sei porque, mas senti um lance assim:
Saudade de mim
Saudade das minhas capacidades
Saudade da minha imagem
Lembrei daqui...
E bateu um medo de ter sumido
Medo de ter acabado
Medo de não existir...
Veio então a lembrança
Do cheiro do cigarro
A sensação do vermelho
O gosto da lágrima
A força das palavras...
Já era hora de dormir
Mas veio a madrugada...
A televisão está ligada
A dor ainda permanece
Os medos são os mesmos
E o amor continua presente
O ambiente é diferente...
A solidão é realidade
A profissão ainda é consciente
As coisas mudaram?
Voltei...
Eu estava presente
Mas não evidente
Precisei me ler...reler
Lembrei
De mim
Assim
Escrita
Assim
A mesma
Diferente
O mesmo amor
Um medo...
Acendi o cigarro
Achei o teclado
E apareci
Assim...
Pra mim.
Não sei porque, mas senti um lance assim:
Saudade de mim
Saudade das minhas capacidades
Saudade da minha imagem
Lembrei daqui...
E bateu um medo de ter sumido
Medo de ter acabado
Medo de não existir...
Veio então a lembrança
Do cheiro do cigarro
A sensação do vermelho
O gosto da lágrima
A força das palavras...
Já era hora de dormir
Mas veio a madrugada...
A televisão está ligada
A dor ainda permanece
Os medos são os mesmos
E o amor continua presente
O ambiente é diferente...
A solidão é realidade
A profissão ainda é consciente
As coisas mudaram?
Voltei...
Eu estava presente
Mas não evidente
Precisei me ler...reler
Lembrei
De mim
Assim
Escrita
Assim
A mesma
Diferente
O mesmo amor
Um medo...
Acendi o cigarro
Achei o teclado
E apareci
Assim...
Pra mim.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Em casa...
Quantas noites?
Eu não sei...
Quantos medos?
O de não conseguir
Quantos desejos?
O de dar conta...
Lá em casa é assim
Transição
Tempo
Sobrevivência
Amor
Coragem...
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Fronteira
Maria não fala mais
Não conta mais nada
Brigou
Disse que enlouqueceu
Pirou
Acreditou na sua genética ruim
Gritou
NÃO!
Some daqui...de mim
Maria se esqueceu
De tudo que viveu
Maria amaldiçoou o dia que nasceu
Maria não foi mais a mesma
Andou calada
Com medo da vida
Nas sombras
De madrugada
Passou um tempo abraçada
E se protegeu
No mar
Se disfarçou
Escondeu
A dor
Ouviu uma proposta
Alucinogéna
Se encheu de dúvida
E esqueceu...
Maria viajou
E na fronteira ela chegou
No limite do "eu"
Lá
Ela se percebeu
E contou histórias
Apareceu
Hoje Maria
Está
Um pouco Maria, a outra parte indefinida
Recém nascida
Maria...e suas voltas na vida
Não conta mais nada
Brigou
Disse que enlouqueceu
Pirou
Acreditou na sua genética ruim
Gritou
NÃO!
Some daqui...de mim
Maria se esqueceu
De tudo que viveu
Maria amaldiçoou o dia que nasceu
Maria não foi mais a mesma
Andou calada
Com medo da vida
Nas sombras
De madrugada
Passou um tempo abraçada
E se protegeu
No mar
Se disfarçou
Escondeu
A dor
Ouviu uma proposta
Alucinogéna
Se encheu de dúvida
E esqueceu...
Maria viajou
E na fronteira ela chegou
No limite do "eu"
Lá
Ela se percebeu
E contou histórias
Apareceu
Hoje Maria
Está
Um pouco Maria, a outra parte indefinida
Recém nascida
Maria...e suas voltas na vida
Sumida...
Tanto tempo que ela não aparece...
Sumiu!
Dela
De mim
Dele
E as histórias...
Ficaram pra trás
Abstratas
Só palavras...
Sem nada...
Ela sumiu
O amor não teve fim
Nem a dor
Ficou tudo misturado
Separado
Onde ela foi parar?
Podemos pensar:
Quem some assim, também para de sonhar?
Talvez se perdeu
E se foi isso que aconteceu...
Deve estar sonhando o sonho dos outros
E sonhar sonho do outro
É perigoso
Ela também pode nunca ter existido...
Falsa alternativa
A verdade então é que ela está
Introspectiva
Mentira...
Então onde ela está...
Pode estar na história que não quer contar
Ou nas amigas que não quer lembrar
Enfim...
Ela deve estar num caminho
Um caminho sumido
Difícil de encontrar
Sumiu... dos
Verdadeiros amigos... das
Histórias reais pra contar
Ela sumiu...ou nunca existiu...
Marque a verdadeira alternativa
Com a certeza de errar...
Sumiu!
Dela
De mim
Dele
E as histórias...
Ficaram pra trás
Abstratas
Só palavras...
Sem nada...
Ela sumiu
O amor não teve fim
Nem a dor
Ficou tudo misturado
Separado
Onde ela foi parar?
Podemos pensar:
Quem some assim, também para de sonhar?
Talvez se perdeu
E se foi isso que aconteceu...
Deve estar sonhando o sonho dos outros
E sonhar sonho do outro
É perigoso
Ela também pode nunca ter existido...
Falsa alternativa
A verdade então é que ela está
Introspectiva
Mentira...
Então onde ela está...
Pode estar na história que não quer contar
Ou nas amigas que não quer lembrar
Enfim...
Ela deve estar num caminho
Um caminho sumido
Difícil de encontrar
Sumiu... dos
Verdadeiros amigos... das
Histórias reais pra contar
Ela sumiu...ou nunca existiu...
Marque a verdadeira alternativa
Com a certeza de errar...
terça-feira, 30 de março de 2010
O nome dela ...
Desde de que a conheci
Fiquei encantada com o nome dela
Ela já tinha amigas
E eu estava ali sozinha
Ela já dava gargalhadas
Enquanto eu ainda estava nas risadas
Ela já tinha amores
Enquanto eu só tinha ilusões
Ela já tinha dores
Enquanto eu ainda só tinha medo
Estávamos ali
Por causa do destino
E por causa dessa condição
Nos aproximamos
E combinamos que:
Iríamos trocar estudo
Por gargalhadas
Medos por dores
Ilusões por amores...
Ela pediu em troca uma amiga
E eu achava que estudando iria entender a vida
Então vieram as dores
Que nem ela conhecia
Os amores...
Que os estudos não entendiam
E as ilusões foram sumindo com a vida
O destino...
E por causa dessa condição
Ela ficou sem amiga
E eu estudando...não aprendi nada da vida
Hoje
Nós duas
Com nossas dores
Amores
Ilusões
Combinamos que:
Eu, ainda estudo
Mas agora escuto no fundo
As gargalhadas
Dela
Que tem o nome:
Amiga.
Fiquei encantada com o nome dela
Ela já tinha amigas
E eu estava ali sozinha
Ela já dava gargalhadas
Enquanto eu ainda estava nas risadas
Ela já tinha amores
Enquanto eu só tinha ilusões
Ela já tinha dores
Enquanto eu ainda só tinha medo
Estávamos ali
Por causa do destino
E por causa dessa condição
Nos aproximamos
E combinamos que:
Iríamos trocar estudo
Por gargalhadas
Medos por dores
Ilusões por amores...
Ela pediu em troca uma amiga
E eu achava que estudando iria entender a vida
Então vieram as dores
Que nem ela conhecia
Os amores...
Que os estudos não entendiam
E as ilusões foram sumindo com a vida
O destino...
E por causa dessa condição
Ela ficou sem amiga
E eu estudando...não aprendi nada da vida
Hoje
Nós duas
Com nossas dores
Amores
Ilusões
Combinamos que:
Eu, ainda estudo
Mas agora escuto no fundo
As gargalhadas
Dela
Que tem o nome:
Amiga.
Sangue...
Noite passada ela sonhou com sangue
Foi na noite que ela dormiu com ele
A cama é grande...mas
Ela dorme apertada
E gosta
É como dormir numa caixa
E lá dentro tem:
Ela e ele.
Mas nessa noite ela sonhou com sangue
No peito
A cor vermelha
Tão comum
Vermelho assustado
Saindo de dentro dela
As vezes como palavras
Outras vezes lágrimas
Sorrisos
Risadas
Sangue...
No peito
O que era comum...
Aquele vermelho
Virou medo
Ela acordou assustada
Dentro da caixa
Foi ferida no sonho
E se no sonho ela estava machucada...
Como seria na vida acordada?
Ela lutou no sonho
Mas nada adiantava
Não tinha controle sobre nada
O sangue estava lá... vermelho
Comum
Escorrendo
E ela dormindo na caixa
Acordou...
Um pouco pálida
Sozinha
Cansada
E acordada
Pensou:
Sonhei com sangue
Ferida no sonho
Acordada...
Lutarei pra não ser ferida na carne...
Mesmo sem controle
Sem nada
Sozinha
Ou acompanhada
Lutarei...na vida
Mesmo tendo os sonhos sangrados...
Saiu da caixa...
Foi na noite que ela dormiu com ele
A cama é grande...mas
Ela dorme apertada
E gosta
É como dormir numa caixa
E lá dentro tem:
Ela e ele.
Mas nessa noite ela sonhou com sangue
No peito
A cor vermelha
Tão comum
Vermelho assustado
Saindo de dentro dela
As vezes como palavras
Outras vezes lágrimas
Sorrisos
Risadas
Sangue...
No peito
O que era comum...
Aquele vermelho
Virou medo
Ela acordou assustada
Dentro da caixa
Foi ferida no sonho
E se no sonho ela estava machucada...
Como seria na vida acordada?
Ela lutou no sonho
Mas nada adiantava
Não tinha controle sobre nada
O sangue estava lá... vermelho
Comum
Escorrendo
E ela dormindo na caixa
Acordou...
Um pouco pálida
Sozinha
Cansada
E acordada
Pensou:
Sonhei com sangue
Ferida no sonho
Acordada...
Lutarei pra não ser ferida na carne...
Mesmo sem controle
Sem nada
Sozinha
Ou acompanhada
Lutarei...na vida
Mesmo tendo os sonhos sangrados...
Saiu da caixa...
quarta-feira, 24 de março de 2010
Lá vem...
Começa assim:
A casa dormindo
A noite instalada
A televisão ligada...
Sequência de cigarros...
Pensamentos confusos
Mãos paradas
Histórias misturadas
Amor que saiu dos limites
As palavras!
Amigas infelizes
Esperanças indecifráveis
Corpo magoado
Destinos atravessados
Sentimentos calados
Hipocrisia aos gritos
Lugares indefinidos
Profissão difícil
Sucesso invisível
Exigências destrutivas
Textos medíocres
Falsas alternativas
Saudades...
Do amigo de verdade
Que tá longe
Da realidade
Falta
Das óbvias loucuras
Daquela mente
Que mente afirmando ter liberdade
Silêncio nos lábios
Choro cansado
Mãe desconhecida
Pai ausente
Irmão alienado
Fé oscilante e presente
Coragem disfarçada
Necessidade escancarada
Força inconsciente
Caminho desejado
Passos alternados
Obstáculos...
Continuidade. Vida. Aprendizado...
...
Os cigarros estão acabando
O sono vem chegando
O telefone já tocou
A casa acordará
Lá vem...
Um dia confuso
As amigas infelizes
O amor sem limites
...
Realidade das alegrias difíceis...
Ainda alcançáveis.
A casa dormindo
A noite instalada
A televisão ligada...
Sequência de cigarros...
Pensamentos confusos
Mãos paradas
Histórias misturadas
Amor que saiu dos limites
As palavras!
Amigas infelizes
Esperanças indecifráveis
Corpo magoado
Destinos atravessados
Sentimentos calados
Hipocrisia aos gritos
Lugares indefinidos
Profissão difícil
Sucesso invisível
Exigências destrutivas
Textos medíocres
Falsas alternativas
Saudades...
Do amigo de verdade
Que tá longe
Da realidade
Falta
Das óbvias loucuras
Daquela mente
Que mente afirmando ter liberdade
Silêncio nos lábios
Choro cansado
Mãe desconhecida
Pai ausente
Irmão alienado
Fé oscilante e presente
Coragem disfarçada
Necessidade escancarada
Força inconsciente
Caminho desejado
Passos alternados
Obstáculos...
Continuidade. Vida. Aprendizado...
...
Os cigarros estão acabando
O sono vem chegando
O telefone já tocou
A casa acordará
Lá vem...
Um dia confuso
As amigas infelizes
O amor sem limites
...
Realidade das alegrias difíceis...
Ainda alcançáveis.
Motivo
A algum tempo venho procurando um motivo pra voltar...
Mas o desafio é pra onde voltar
De onde parei...
E porque?
Parei realmente?
Ou não quis enxergar?
Será que o tempo foi cruel demais para ser escrito
Ou...
Eu fui cruel demais comigo?
Ou...
Covarde demais para registrar
Talvez...
Fraca demais para encarar.
A história continuou...
O tempo não parou
Eu voltei
Pra onde? Não sei.
Porque?
Saudade...
Pra quê?
Verdade...
Mas o desafio é pra onde voltar
De onde parei...
E porque?
Parei realmente?
Ou não quis enxergar?
Será que o tempo foi cruel demais para ser escrito
Ou...
Eu fui cruel demais comigo?
Ou...
Covarde demais para registrar
Talvez...
Fraca demais para encarar.
A história continuou...
O tempo não parou
Eu voltei
Pra onde? Não sei.
Porque?
Saudade...
Pra quê?
Verdade...
sábado, 12 de setembro de 2009
Parada...
Quem dera eu parar de escrever...
Seria menos uma coisa...
Menos uma vontade...
menos um desejo...
Menos uma frustração...
Mas a verdade é que ainda estão em mim todas as palavras
Todas as coisas
Algumas vontades
Um desejo
E frustrações
Ainda está em mim...
A escrita
O amor
O desespero...
E a necessidade...
De parar...
Um dia ainda serei só palavras
E no lugar de ser amada...
Depois abandonada...
Serei lida...relida...
E então:
Esquecida...
Seria menos uma coisa...
Menos uma vontade...
menos um desejo...
Menos uma frustração...
Mas a verdade é que ainda estão em mim todas as palavras
Todas as coisas
Algumas vontades
Um desejo
E frustrações
Ainda está em mim...
A escrita
O amor
O desespero...
E a necessidade...
De parar...
Um dia ainda serei só palavras
E no lugar de ser amada...
Depois abandonada...
Serei lida...relida...
E então:
Esquecida...
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Cheiros...
Cheiro
De comida
Da melhor amiga
Da prima
...
Cheiro da Faculdade
Do livro
Da poesia
...
Cheiro...
De lágrimas
De morte
Cheiro da perda
...
Cheiro do amor
Da verdade
Da rua
Da casa
...
Cheiro da cama
Do sexo
Dos cabelos
Dos pés
...
Cheiro da mentira
Da dor
Da música
...
Cheiro do lixo
Do escondido
Do medo
...
Cheiro do perfume
Da ilusão
Da pele
Da paixão...
...
Cheiro de nada
Do sonho
E da realidade
...
Cheiro de tudo
Da coragem
Do trabalho
E da tentativa
...
Cheiro
Do Homem
Da mulher
A escolha de uma vida...
De comida
Da melhor amiga
Da prima
...
Cheiro da Faculdade
Do livro
Da poesia
...
Cheiro...
De lágrimas
De morte
Cheiro da perda
...
Cheiro do amor
Da verdade
Da rua
Da casa
...
Cheiro da cama
Do sexo
Dos cabelos
Dos pés
...
Cheiro da mentira
Da dor
Da música
...
Cheiro do lixo
Do escondido
Do medo
...
Cheiro do perfume
Da ilusão
Da pele
Da paixão...
...
Cheiro de nada
Do sonho
E da realidade
...
Cheiro de tudo
Da coragem
Do trabalho
E da tentativa
...
Cheiro
Do Homem
Da mulher
A escolha de uma vida...
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Escrevendo em cima...
A gente começa a escrever alguma coisa...
E lê...
Relê...
Por alguns momentos achamos que aquilo é o certo
Que o texto está bom
Que corresponde a verdade
Aí vem o tempo...
O vento
E embaralha tudo
Mistura
O que antes fazia sentido
A palavra que explicava
Perde o significado
Se não é importante
Rasgamos
Guardamos
Escondemos
Vai pro lixo
De verdade
Ou o lixo do esquecimento
Mas se o que escrevemos
É marcante
Faz parte
O que fazemos?
Tem gente que não tem coragem
Tem gente que continua escrevendo o mesmo texto
Escreve em cima
Muda uma palavra
E esta muda um comportamento
E se tem sentimento
Reafirmamos a continuidade
Do texto da frase
Para que haja também comprometimento
Tem gente que vive assim
Escrevendo...vivendo
Escrevendo em cima da vida
A vida escrevendo em cima da gente...
E lê...
Relê...
Por alguns momentos achamos que aquilo é o certo
Que o texto está bom
Que corresponde a verdade
Aí vem o tempo...
O vento
E embaralha tudo
Mistura
O que antes fazia sentido
A palavra que explicava
Perde o significado
Se não é importante
Rasgamos
Guardamos
Escondemos
Vai pro lixo
De verdade
Ou o lixo do esquecimento
Mas se o que escrevemos
É marcante
Faz parte
O que fazemos?
Tem gente que não tem coragem
Tem gente que continua escrevendo o mesmo texto
Escreve em cima
Muda uma palavra
E esta muda um comportamento
E se tem sentimento
Reafirmamos a continuidade
Do texto da frase
Para que haja também comprometimento
Tem gente que vive assim
Escrevendo...vivendo
Escrevendo em cima da vida
A vida escrevendo em cima da gente...
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Assobio...
É madrugada...
E só sinto o silêncio em mim
Tentar contar uma história diferente
Talvez seja o mais difícil desafio que podemos ter...
As histórias são todas iguais...
Falamos demasiadamente demais
Gritamos o nosso amor
A nossa dor
A nossa luta
O nosso cansaço
E depois sentimos
O silêncio...
Da derrota
O final esperado
A espera daquilo que não chegará
A frase não ouvida
O perdão não concedido
O volta não completada
O regresso ao ponto inicial indesejado
Caminhamos para não chegar
Gritamos para não escutar
E assim só escutamos o silêncio que é sabido
Sentido
É madrugada e o que sinto é silêncio
Nenhum eco daquilo que foi vivido
Se pelo menos eu ouvisse um assobio
Identificaria
Ou se tivesse um passarinho
Talvez até sorriria
Mas
Em mim
Só o silêncio do final da história que eu temia
Porque todas as histórias acabam iguais...
Em silêncio.
E só sinto o silêncio em mim
Tentar contar uma história diferente
Talvez seja o mais difícil desafio que podemos ter...
As histórias são todas iguais...
Falamos demasiadamente demais
Gritamos o nosso amor
A nossa dor
A nossa luta
O nosso cansaço
E depois sentimos
O silêncio...
Da derrota
O final esperado
A espera daquilo que não chegará
A frase não ouvida
O perdão não concedido
O volta não completada
O regresso ao ponto inicial indesejado
Caminhamos para não chegar
Gritamos para não escutar
E assim só escutamos o silêncio que é sabido
Sentido
É madrugada e o que sinto é silêncio
Nenhum eco daquilo que foi vivido
Se pelo menos eu ouvisse um assobio
Identificaria
Ou se tivesse um passarinho
Talvez até sorriria
Mas
Em mim
Só o silêncio do final da história que eu temia
Porque todas as histórias acabam iguais...
Em silêncio.
domingo, 11 de janeiro de 2009
Ridícula...
Se eu não chorasse...
Não saberia o que é a dor
Teria a certeza que foi tudo mentira
Se eu não me indignasse
Não acordaria todos os dias
Se eu não sentisse
Não sofreria
Nem me arrepiaria
Com a saudade
Se eu não fosse ridícula
Não tentaria
Se eu não aprendesse
Não mudaria
Se não tentasse
Não sorriria
E se eu não parasse...
Eu cairia
Parei
Chorando
Indignada
Sentindo
O arrepio
Da saudade
O sofrimento de ter tentado
Sem conseguir.
Ridícula...
Por Fernanda Matos
Não saberia o que é a dor
Teria a certeza que foi tudo mentira
Se eu não me indignasse
Não acordaria todos os dias
Se eu não sentisse
Não sofreria
Nem me arrepiaria
Com a saudade
Se eu não fosse ridícula
Não tentaria
Se eu não aprendesse
Não mudaria
Se não tentasse
Não sorriria
E se eu não parasse...
Eu cairia
Parei
Chorando
Indignada
Sentindo
O arrepio
Da saudade
O sofrimento de ter tentado
Sem conseguir.
Ridícula...
Por Fernanda Matos
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Ela disse sim...
Ela acha que consegue
Ele jura que é capaz
Ela nega e busca a realidade
Ele a faz sonhar
Ela diz "não"
Ele diz "sim"
Ela pensa em mudar
Ele já mudou
Até a calça pra provar
Ela quer acreditar
Ele crê na união
Ela clama por silêncio
Ele canta uma canção
Ela chora na solidão
Ele ri na multidão
Ela perdeu algumas vezes o coração
Ele doou a emoção
Ela diz sim...
Ele, não!
Ela se isola
Ele abre a porta
Ela sente amor
Ele ama muito mais a vida com ela
Ela dorme em vão
Ele desperta com intenção
Ela come pra sentir prazer
Prazer pra ele, só comendo... *** ...
Ela anda de ônibus por todos os lugares
Ele vai mesmo é deixando pegadas no chão
Ela dança pra sorrir
Ele sorri com todo o corpo dançando
Ela precisa da leitura
E ele da narração
Ela silêncio
Ele explosão
Ela e o mar
Ele e o céu, luar, a chuva e o que tiver pra conhecer
Eles vivem entre o sim e o não...
As vezes sim...
As vezes infelizmente não!
Ele jura que é capaz
Ela nega e busca a realidade
Ele a faz sonhar
Ela diz "não"
Ele diz "sim"
Ela pensa em mudar
Ele já mudou
Até a calça pra provar
Ela quer acreditar
Ele crê na união
Ela clama por silêncio
Ele canta uma canção
Ela chora na solidão
Ele ri na multidão
Ela perdeu algumas vezes o coração
Ele doou a emoção
Ela diz sim...
Ele, não!
Ela se isola
Ele abre a porta
Ela sente amor
Ele ama muito mais a vida com ela
Ela dorme em vão
Ele desperta com intenção
Ela come pra sentir prazer
Prazer pra ele, só comendo... *** ...
Ela anda de ônibus por todos os lugares
Ele vai mesmo é deixando pegadas no chão
Ela dança pra sorrir
Ele sorri com todo o corpo dançando
Ela precisa da leitura
E ele da narração
Ela silêncio
Ele explosão
Ela e o mar
Ele e o céu, luar, a chuva e o que tiver pra conhecer
Eles vivem entre o sim e o não...
As vezes sim...
As vezes infelizmente não!
expectativas...
O problema é que ela sonha...
E sonha que pode
Mudar
Fazer
Desfazer
Concertar...
Ela sonha
Que está Branca
Ou azul
Sonha que sumiu
E sonha
Com a volta
Cor de rosa
E acorda
Aterrorizada
O problema é que ela sonha
Com a felicidade
A lealdade
Com o silêncio das palavras
O problema é que ela acorda
Sem sonho sem nada
Só com a realidade
Escandalosa
Envermelhada
Ela volta a sonhar
Com a amizade
Que na realidade
Já foi embora
Foi pra realidade
Sonha ...
Com vontade
De buscar
A realidade sonhada
O problema é que ela sonha
Com a falsidade
Acabada
Com a preguiça
Controlada
Sonha embriagada
O problema é que ela sonha acordada...
E sonha que pode
Mudar
Fazer
Desfazer
Concertar...
Ela sonha
Que está Branca
Ou azul
Sonha que sumiu
E sonha
Com a volta
Cor de rosa
E acorda
Aterrorizada
O problema é que ela sonha
Com a felicidade
A lealdade
Com o silêncio das palavras
O problema é que ela acorda
Sem sonho sem nada
Só com a realidade
Escandalosa
Envermelhada
Ela volta a sonhar
Com a amizade
Que na realidade
Já foi embora
Foi pra realidade
Sonha ...
Com vontade
De buscar
A realidade sonhada
O problema é que ela sonha
Com a falsidade
Acabada
Com a preguiça
Controlada
Sonha embriagada
O problema é que ela sonha acordada...
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Levou...
Um pássaro levou minhas palavras
Passou por aqui
Sobrevoou
E levou...
Levou minha palavras
Para outro lugar
Outras cores.
Meio sem querer
As reencontrei
Em outro contexto
No meio de crianças
E bichos
Sobre o sol
Voou com o vento
Acho que pra perto do mar
No primeiro momento do reconhecimento
Pensei que era só um referência
Uma alusão
Até mesmo uma coincidência
De sentimentos
Um preferência mútua literária e musical.
Mas os meus olhos percorriam aquilo que já conheciam
Eram elas...
As mesmas...
As minhas...
Letras, palavras, sentimentos
Que foram levadas por um pássaro
Ainda desconhecido
Um pássaro
Que por causa da vida
Estava escondido
Do meu olhar.
Ele voou por aqui
Leu...
Com um olhar esverdiado
E voou...
Para o branco...
Levando as palavras vermelhas...
Fernanda Matos.
Passou por aqui
Sobrevoou
E levou...
Levou minha palavras
Para outro lugar
Outras cores.
Meio sem querer
As reencontrei
Em outro contexto
No meio de crianças
E bichos
Sobre o sol
Voou com o vento
Acho que pra perto do mar
No primeiro momento do reconhecimento
Pensei que era só um referência
Uma alusão
Até mesmo uma coincidência
De sentimentos
Um preferência mútua literária e musical.
Mas os meus olhos percorriam aquilo que já conheciam
Eram elas...
As mesmas...
As minhas...
Letras, palavras, sentimentos
Que foram levadas por um pássaro
Ainda desconhecido
Um pássaro
Que por causa da vida
Estava escondido
Do meu olhar.
Ele voou por aqui
Leu...
Com um olhar esverdiado
E voou...
Para o branco...
Levando as palavras vermelhas...
Fernanda Matos.
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Ausência de cor...
Espetáculo!!!
Sem cor...
Ação!!!
Sem porque...
É assim :
A covardia
A agressão
A ironia
A mentira
O falso prazer...
Vamos agredir!!!!!!
Sem pensar no agredido
Vamos nos esconder!!!!!!!
Sem pensar na covardia
Vamos dar um show!
Armar uma confusão!!!
Sem pensar nas consequências
Pessoas ainda são assim
Utilizam das palavras
Aproveitam a situação
E num passe de mágica
Desbotam as cores da vida em construção
Tem gente que aplaude espetáculos assim...
Tem gente que fica vermelha de raiva
E vaia.
Fernanda Matos.
Sem cor...
Ação!!!
Sem porque...
É assim :
A covardia
A agressão
A ironia
A mentira
O falso prazer...
Vamos agredir!!!!!!
Sem pensar no agredido
Vamos nos esconder!!!!!!!
Sem pensar na covardia
Vamos dar um show!
Armar uma confusão!!!
Sem pensar nas consequências
Pessoas ainda são assim
Utilizam das palavras
Aproveitam a situação
E num passe de mágica
Desbotam as cores da vida em construção
Tem gente que aplaude espetáculos assim...
Tem gente que fica vermelha de raiva
E vaia.
Fernanda Matos.
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Determinação
Vontade não faltou de estar aqui
Vontade nunca falta
Vontade de ir
De ficar
Mas vontade só não determina
Então sumi
Daqui
De mim
Fiquei só com a vontade
De estar
De amar
Amor não faltou
Amor não falta
Falta é tempo
Para amar
Tempo daqui
Tempo de lá
Vontade de amar
Vontade de estar aqui
Sem tempo para determinar.
Fernanda Matos.
Vontade nunca falta
Vontade de ir
De ficar
Mas vontade só não determina
Então sumi
Daqui
De mim
Fiquei só com a vontade
De estar
De amar
Amor não faltou
Amor não falta
Falta é tempo
Para amar
Tempo daqui
Tempo de lá
Vontade de amar
Vontade de estar aqui
Sem tempo para determinar.
Fernanda Matos.
Ar
É uma mistura...
De cansaço...angústia...
Saudade...preguiça.
Uma vontade de não sentir
Ou de sentir o que deve ser sentido
Essa luta de não sentir e sentir
Me deixa assim
Sentida
Sozinha...
Com sono
Saudade da criatividade
Criatividade empregada em outros lugares
Que lugares?
Lugares de passagem
Tantos lugares
Tantas passagens
Tanto a fazer sem criatividade
Arte
Talvez seja isso
O que tem faltado
Ar
De outros lugares
Um dos meus alunos escreveu que sonhos são como ar
Então, é sonho que está faltando
Porque continuo respirando
Ar
Só ar
Fernanda Matos.
De cansaço...angústia...
Saudade...preguiça.
Uma vontade de não sentir
Ou de sentir o que deve ser sentido
Essa luta de não sentir e sentir
Me deixa assim
Sentida
Sozinha...
Com sono
Saudade da criatividade
Criatividade empregada em outros lugares
Que lugares?
Lugares de passagem
Tantos lugares
Tantas passagens
Tanto a fazer sem criatividade
Arte
Talvez seja isso
O que tem faltado
Ar
De outros lugares
Um dos meus alunos escreveu que sonhos são como ar
Então, é sonho que está faltando
Porque continuo respirando
Ar
Só ar
Fernanda Matos.
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Criticada
Eu ouvi:
Está tudo subentendido!
Não gostei
Mas entendi
É que o meu subentendido
Está explícito em mim
Se é dor...
Subentendida pra você
Explícita em mim
E se é alegria
Explícita em mim
Na cara pra você
E se é medo...
Escondo de você
E deixo subentendido em mim
Coragem...
Explicito pra mim e pra você
Minha amizade...
É explícita
Pra você e pros meus amigos
E também subentendida
Pra quem não quer sentir
O meu amor...
É sim
Subentedido aqui
Explícito em mim
Subentendido pros outros
Vivido com você.
Vermelha.
Está tudo subentendido!
Não gostei
Mas entendi
É que o meu subentendido
Está explícito em mim
Se é dor...
Subentendida pra você
Explícita em mim
E se é alegria
Explícita em mim
Na cara pra você
E se é medo...
Escondo de você
E deixo subentendido em mim
Coragem...
Explicito pra mim e pra você
Minha amizade...
É explícita
Pra você e pros meus amigos
E também subentendida
Pra quem não quer sentir
O meu amor...
É sim
Subentedido aqui
Explícito em mim
Subentendido pros outros
Vivido com você.
Vermelha.
Passou
Depois de um tempo
Voltei
No mesmo tempo
Aquele
Que não para de passar
E nos dá a sensação
De perda
Ando fazendo assim
Sem tempo
Fazendo aquilo que muitas vezes não quero fazer
Fazendo o que precisa ser feito
Perdendo tempo
Ganhando
Nada direito
Mas fazendo
No tempo
Sem tempo
E essa história toda de tempo
Me fez lembrar de um tempo
Que sempre se espera
Alguma coisa acontecer
A lembrança é de uma sensação
Que em algum momento
Tudo mudará
E tudo mudou
No tempo
Que passou...
Fernanda Matos.
Voltei
No mesmo tempo
Aquele
Que não para de passar
E nos dá a sensação
De perda
Ando fazendo assim
Sem tempo
Fazendo aquilo que muitas vezes não quero fazer
Fazendo o que precisa ser feito
Perdendo tempo
Ganhando
Nada direito
Mas fazendo
No tempo
Sem tempo
E essa história toda de tempo
Me fez lembrar de um tempo
Que sempre se espera
Alguma coisa acontecer
A lembrança é de uma sensação
Que em algum momento
Tudo mudará
E tudo mudou
No tempo
Que passou...
Fernanda Matos.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Lixo
Restos de comida no prato
Restos de amores no peito
Olhares enviesados
Lembranças de promessas
Desfeitas
Caminho errado
Certeza do erro
Retratos apagados
Pensamentos desfeitos
Desejos reprimidos
Vontade sem coragem
Lixo
Sabão nos pratos
Restos recolhidos
Novos amores no peito
Olhares direcionados
Promessas cumpridas
Caminho largo
Acertos
Bons pensamentos
Fotografados
Prazeres
Coragem!!!
Ou lixo...
Fernanda Matos.
Restos de amores no peito
Olhares enviesados
Lembranças de promessas
Desfeitas
Caminho errado
Certeza do erro
Retratos apagados
Pensamentos desfeitos
Desejos reprimidos
Vontade sem coragem
Lixo
Sabão nos pratos
Restos recolhidos
Novos amores no peito
Olhares direcionados
Promessas cumpridas
Caminho largo
Acertos
Bons pensamentos
Fotografados
Prazeres
Coragem!!!
Ou lixo...
Fernanda Matos.
Não
Não vou
Mesmo tendo que ir
Prefiro ficar aqui
Não adianta andar
Não deu tempo de fazer
Não há tempo
Para concertar
Não vou
Não tenho nada pra falar
Nem justificativas a dar
Não quero ouvir
As cobranças
Não tenho tempo para explicar
Ninguém quer ouvir
O que tenho pra falar
O tempo não dá
E eu
Não vou me arriscar
Não tenho tempo pra tentar
Só coragem de ficar
Aqui
Sem tempo
Vermelha.
Mesmo tendo que ir
Prefiro ficar aqui
Não adianta andar
Não deu tempo de fazer
Não há tempo
Para concertar
Não vou
Não tenho nada pra falar
Nem justificativas a dar
Não quero ouvir
As cobranças
Não tenho tempo para explicar
Ninguém quer ouvir
O que tenho pra falar
O tempo não dá
E eu
Não vou me arriscar
Não tenho tempo pra tentar
Só coragem de ficar
Aqui
Sem tempo
Vermelha.
Tem
Tem sido assim
Dia por dia
Beijo por beijo
Palavra por palavra
Passos sem pressa
Cabeça erguida
Alegria comedida
Tem sido assim
Convencimento
Constatação
Caminhada...
Tem sido assim
Dias de sol
Noites tranquilas
Sono sem cansaço
Sonhos vividos
Tem sido assim
Conscientemente
Conversado
Entendido
Questionado
Explicado...
Tem sido assim
Racionalizado
Amorosamente
Sensibilizado
Tem
Sido
Assim
Bem cuidado...
Fernanda Matos.
Dia por dia
Beijo por beijo
Palavra por palavra
Passos sem pressa
Cabeça erguida
Alegria comedida
Tem sido assim
Convencimento
Constatação
Caminhada...
Tem sido assim
Dias de sol
Noites tranquilas
Sono sem cansaço
Sonhos vividos
Tem sido assim
Conscientemente
Conversado
Entendido
Questionado
Explicado...
Tem sido assim
Racionalizado
Amorosamente
Sensibilizado
Tem
Sido
Assim
Bem cuidado...
Fernanda Matos.
sábado, 30 de agosto de 2008
Garrafa estraçalhada...
Se quebrou...
Ou melhor foi quebrada...
Jogada contra uma estrutura mais forte que ela...
Bem maior
Bem mais fixa
O barulho foi tão grande
Assustador
Se atemorizou
Congelou
Os pedaços
Pequenos
Pequenos demais...
Impossível
A reconstrução.
A vontade que dá
É sempre a mesma
Concertar aquilo
Que se quebrou...
Mas...
A garrafa
O barulho
O amor
As palavras
Quando são estraçalhadas...Não tem mais concerto
A realidade
É aceitar a morte
A maldita morte!
Daquilo que a gente mata...
E a morte é sempre assim
Forte!!!!
De repente ela vêm...
Fuma o último cigarro
Bebe a última cerveja
Dá o último abraço
O último beijo
E não nos conta nada
Estraçalha...
Se a gente pelo menos soubesse
Que seria a última vez...
Poderia demorar mais no abraço
Eternizar o beijo...
Mas a morte
Não avisa
É como uma garrafa
Jogada contra uma estrutura
Fixa!
Malditamente
Estraçalha...
E não dá pra concertar...
Nem a gente
Nem a morte
Nem o amor
Nem a garrafa
Nem a vida
Estraçalhada.
Vermelha.
Ou melhor foi quebrada...
Jogada contra uma estrutura mais forte que ela...
Bem maior
Bem mais fixa
O barulho foi tão grande
Assustador
Se atemorizou
Congelou
Os pedaços
Pequenos
Pequenos demais...
Impossível
A reconstrução.
A vontade que dá
É sempre a mesma
Concertar aquilo
Que se quebrou...
Mas...
A garrafa
O barulho
O amor
As palavras
Quando são estraçalhadas...Não tem mais concerto
A realidade
É aceitar a morte
A maldita morte!
Daquilo que a gente mata...
E a morte é sempre assim
Forte!!!!
De repente ela vêm...
Fuma o último cigarro
Bebe a última cerveja
Dá o último abraço
O último beijo
E não nos conta nada
Estraçalha...
Se a gente pelo menos soubesse
Que seria a última vez...
Poderia demorar mais no abraço
Eternizar o beijo...
Mas a morte
Não avisa
É como uma garrafa
Jogada contra uma estrutura
Fixa!
Malditamente
Estraçalha...
E não dá pra concertar...
Nem a gente
Nem a morte
Nem o amor
Nem a garrafa
Nem a vida
Estraçalhada.
Vermelha.
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Desfilando...
Andando
Torci o pé
Caí
Pensei ...
Caí
Porque estava pensando
Em palavras
De amor
De Homens
Palavras
De trabalho
Pensando
Em palavras cantadas
Escritas
E não lidas...
Caí
E chorei
De dor
Dor de pé
Torcido
De andar
A pé
Na
Rua
Me lembrei das palavras
De um amigo:
Só bate carro, quem os tem
Racionalizei
Só torce os pés, quem os tem
Andantes
No chão...
Desfile:
Andei...
Caí...
Me levantei.
Agora é sério...
Parei de falar de carros...
Mudarei de símbolo capitalista, rsrsrs
Vermelha.
Torci o pé
Caí
Pensei ...
Caí
Porque estava pensando
Em palavras
De amor
De Homens
Palavras
De trabalho
Pensando
Em palavras cantadas
Escritas
E não lidas...
Caí
E chorei
De dor
Dor de pé
Torcido
De andar
A pé
Na
Rua
Me lembrei das palavras
De um amigo:
Só bate carro, quem os tem
Racionalizei
Só torce os pés, quem os tem
Andantes
No chão...
Desfile:
Andei...
Caí...
Me levantei.
Agora é sério...
Parei de falar de carros...
Mudarei de símbolo capitalista, rsrsrs
Vermelha.
Pausa...Ou Continuação...
Ando assim...
A pé...
Pensando em Maria José
Mais em Maria
Do que em José
Porque José é previsível...
Ele, é daqueles que tenta justificar...
Maria não
Maria surpreenderá...
Ultrapassará a previsão...
Mulher homem...
Homem mulher...
José, tentou justificar a matemática
Aquele... problema de "2 carros na garagem
Pra 1 pessoa na casa"
Ah, José!
O caso da matemática
Não é de utilidade
E sim de sensibilidade...
Se você pode explicar 2 carros
Pra 1 pessoa
Então me explique
A conta dos abraços...
Quanto vale cada abraço?
Quanto vale um abraço de amigo?
E de prima?
E abraço de neto?
Abraços de filhos tem preço, José?
Ahh, você se esqueceu do valor de um abraço?
Ocultou a sensibilidade?
Acho mesmo que sabe é o valor dos carros importados
Baratos...
Só Maria poderia responder
Quanto vale um abraço...
Mas ela se calou...
Deixou José justificar...
O materialismo
Enquanto eu continuarei
A cutucar...
Os sentimentos
Sou vermelha Maria
Porque essa terra aqui é quente o ano todo
E estou aqui pra isso...
Esquentar...
Ou melhor
O intuito é contar...
Histórias
De abraços
Não de carros
Baratos
Sim para os caros abraços...
Escrevi este texto ,Maria...
Porque senti calor nos abraços
De mulheres que me lembraram você...
Mulheres que você pode chamar de irmãs.
Fernanda Matos.
A pé...
Pensando em Maria José
Mais em Maria
Do que em José
Porque José é previsível...
Ele, é daqueles que tenta justificar...
Maria não
Maria surpreenderá...
Ultrapassará a previsão...
Mulher homem...
Homem mulher...
José, tentou justificar a matemática
Aquele... problema de "2 carros na garagem
Pra 1 pessoa na casa"
Ah, José!
O caso da matemática
Não é de utilidade
E sim de sensibilidade...
Se você pode explicar 2 carros
Pra 1 pessoa
Então me explique
A conta dos abraços...
Quanto vale cada abraço?
Quanto vale um abraço de amigo?
E de prima?
E abraço de neto?
Abraços de filhos tem preço, José?
Ahh, você se esqueceu do valor de um abraço?
Ocultou a sensibilidade?
Acho mesmo que sabe é o valor dos carros importados
Baratos...
Só Maria poderia responder
Quanto vale um abraço...
Mas ela se calou...
Deixou José justificar...
O materialismo
Enquanto eu continuarei
A cutucar...
Os sentimentos
Sou vermelha Maria
Porque essa terra aqui é quente o ano todo
E estou aqui pra isso...
Esquentar...
Ou melhor
O intuito é contar...
Histórias
De abraços
Não de carros
Baratos
Sim para os caros abraços...
Escrevi este texto ,Maria...
Porque senti calor nos abraços
De mulheres que me lembraram você...
Mulheres que você pode chamar de irmãs.
Fernanda Matos.
Saber...
É assim...
Meio sem saber
Sem entender
Porque quando ela para pra pensar
Logo pensa
No que pode não dar
Então ela não pensa
Vai assim
Sem saber de nada
Meio sem entender
Sem pensar
Vai sentindo
Alegria
E prazer
Meio sem saber
Ela consegue entender
Que sentimento
Não se determina
Vai vivendo assim
Sentindo
Sem entender
Sem pensar
Pra não se perder
No saber.
Pra saber...
Que precisa acreditar
No viver
E
Sentir
A alegria
De não saber...
Só viver.
Vermelha.
Meio sem saber
Sem entender
Porque quando ela para pra pensar
Logo pensa
No que pode não dar
Então ela não pensa
Vai assim
Sem saber de nada
Meio sem entender
Sem pensar
Vai sentindo
Alegria
E prazer
Meio sem saber
Ela consegue entender
Que sentimento
Não se determina
Vai vivendo assim
Sentindo
Sem entender
Sem pensar
Pra não se perder
No saber.
Pra saber...
Que precisa acreditar
No viver
E
Sentir
A alegria
De não saber...
Só viver.
Vermelha.
Silicone...
Nunca foram parecidas...
Nasceram assim
Uma tia
A outra sobrinha
Foram crianças juntas
Adolescentes...
Separadíssimas
Quando mulheres
Se encontraram
Nas festas
Nas bebidas
Ficaram amigas
Pouco distintas...
Com distintas diferenças...
Conversaram
E gargalharam
Depois das brigas
Contínuas
Afinal
Nasceram tia e sobrinha
Uma pobre
A outra rica
Se encontram na família
Ela é administração...
A outra... educação
Enquanto uma
Cuida da juba descontrolada
Como suas palavras
A outra resolveu se tornar siliconada...
Fica mais fácil agir assim...
Em casos de cirurgia...
Fernanda Matos.
Nasceram assim
Uma tia
A outra sobrinha
Foram crianças juntas
Adolescentes...
Separadíssimas
Quando mulheres
Se encontraram
Nas festas
Nas bebidas
Ficaram amigas
Pouco distintas...
Com distintas diferenças...
Conversaram
E gargalharam
Depois das brigas
Contínuas
Afinal
Nasceram tia e sobrinha
Uma pobre
A outra rica
Se encontram na família
Ela é administração...
A outra... educação
Enquanto uma
Cuida da juba descontrolada
Como suas palavras
A outra resolveu se tornar siliconada...
Fica mais fácil agir assim...
Em casos de cirurgia...
Fernanda Matos.
Na floresta
Um dia, ela foi pra lá...
Não me lembro o que ela pensava,
Nem como teve tanta coragem de deixar tudo
Talvez porque já sabia
Que nada tinha...
Ou sabia,
Que o que tinha, dava pra levar...
Ela tinha
Alguns amigos...
Alguma família...
Coração vazio...
Alguma esperança
Podia ir...andar
Não tinha carros baratos na garagem
Nem dinheiro...
Nem sonhos, mais naquele lugar
Sonhava só em...
Mudar
Foi pra floresta...
Lá, voltou a sonhar ...
Ela não entendia o lugar
O lugar não entendia ela lá...
A história era que ela era assim...
Se dizia "uma cigana"
Pra não falar que era vermelha
E sensações ainda mais estranhas provocar
Andante...
Não tinha mala para carregar...
Estava...lá
Leve
Longe
Carregava uma dor inexplicável
Uma perda
Que nem podia falar
Queria se achar...
Na floresta...
Ela contou pros outros aqui, como era o lugar
Falou do tom de verde
Da cor dos pássaros
Do encanto da noite
E do calor dos dias
Omitiu o frio interior...
As mudanças no humor
E o desespero de tentar e tentar
Sem parar...
Omitiu o medo de desistir
E a certeza que tinha que ir...
Nunca conseguiu explicar porque foi pra lá...
Nunca explicará...
Um dia ela voltou...
Não me lembro o que ela pensou
Não sei como ela teve tanta coragem de voltar
E deixar tudo lá...
Talvez porque já sabia
Que não tinha nada
Ou sabia
Que o que tinha dava pra levar
Ela tinha...
Verdadeiros amigos
Amores vividos
E a sensação
De na floresta ter vivido
Ela voltou pra cá...
Ehh...
Ela viveu por lá...
Agora vive por cá...
Grandes voltas que ela dá.
Fernanda Matos.
Não me lembro o que ela pensava,
Nem como teve tanta coragem de deixar tudo
Talvez porque já sabia
Que nada tinha...
Ou sabia,
Que o que tinha, dava pra levar...
Ela tinha
Alguns amigos...
Alguma família...
Coração vazio...
Alguma esperança
Podia ir...andar
Não tinha carros baratos na garagem
Nem dinheiro...
Nem sonhos, mais naquele lugar
Sonhava só em...
Mudar
Foi pra floresta...
Lá, voltou a sonhar ...
Ela não entendia o lugar
O lugar não entendia ela lá...
A história era que ela era assim...
Se dizia "uma cigana"
Pra não falar que era vermelha
E sensações ainda mais estranhas provocar
Andante...
Não tinha mala para carregar...
Estava...lá
Leve
Longe
Carregava uma dor inexplicável
Uma perda
Que nem podia falar
Queria se achar...
Na floresta...
Ela contou pros outros aqui, como era o lugar
Falou do tom de verde
Da cor dos pássaros
Do encanto da noite
E do calor dos dias
Omitiu o frio interior...
As mudanças no humor
E o desespero de tentar e tentar
Sem parar...
Omitiu o medo de desistir
E a certeza que tinha que ir...
Nunca conseguiu explicar porque foi pra lá...
Nunca explicará...
Um dia ela voltou...
Não me lembro o que ela pensou
Não sei como ela teve tanta coragem de voltar
E deixar tudo lá...
Talvez porque já sabia
Que não tinha nada
Ou sabia
Que o que tinha dava pra levar
Ela tinha...
Verdadeiros amigos
Amores vividos
E a sensação
De na floresta ter vivido
Ela voltou pra cá...
Ehh...
Ela viveu por lá...
Agora vive por cá...
Grandes voltas que ela dá.
Fernanda Matos.
sábado, 23 de agosto de 2008
Fogueira...

O lugar...
Esquentou.
As pessoas
Quentes...
Os corações
Alguns...
Ainda quentes...
Outros esquentando
Outros
Tentando...
Mas estavam lá
No olhar
Quente.
Dançando a música
Quente
Os corpos
No ritmo
Quente.
Os abraços...
Quentes!
As sensações...
Ao redor
Dela...
Uma fogueira
Esquentando...
A vida.
E nós
Intensificando
O fogo
Em uma noite...
Vermelha
E
Quente.
Foi assim:
Um ritual de passagem...
O fogo
Os simbolismos
As almas
Os corpos
Os sons
As danças
Os olhares
As voltas
Os abraços...
O tempo...
E as bebidas energéticas.
Uma noite com fogueira...
Vermelha.
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